True Surf é o jogo oficial de surf da World Surf League, feito em parceria com a Surfline pela True Axis, estúdio já conhecido por True Skate e Jet Car Stunts. Lançou grátis pra iOS em 3 de outubro de 2018, com a versão Android chegando meses depois. É o único jogo mobile do catálogo, e também o único sem loja física ou distribuidora tradicional: o modelo é free-to-play, com compras dentro do app.
A recepção é genuinamente dividida, e não só entre crítica e público, mas dentro do próprio público. A TouchArcade incluiu o jogo na lista dos melhores de iOS de 2018, e jogadores reais chamaram a água e as ondas de "melhores já vistas em jogo mobile". Ao mesmo tempo, outros usuários reais descreveram o esquema de monetização como abusivo, citando o equivalente a 50 dólares em moeda do jogo pra comprar uma única prancha nova.
A True Axis já tinha reputação antes de True Surf: True Skate e Jet Car Stunts são jogos mobile bem avaliados do mesmo estúdio. Pra True Surf, a empresa se associou à World Surf League e à Surfline, a mesma fonte de previsão que dá nome ao "Swell Agora" daqui do SurfReport, pra construir um jogo que usa dados reais de condição de onda dentro do próprio motor de física da desenvolvedora.
O jogo foi literalmente demonstrado aos profissionais do circuito mundial: em outubro de 2018, durante o Quiksilver e Roxy Pro France, atletas do Championship Tour como Jordy Smith, Griffin Colapinto e Kolohe Andino jogaram True Surf ao vivo, com comentário do ex-campeão mundial Martin Potter na transmissão. É um nível de proximidade com o surf profissional real que nenhum outro jogo do catálogo tem.
Os controles são por toque, com o jogador escolhendo onde se posicionar na onda em vez de seguir um trajeto fixo, diferente de outros jogos de surf mobile da mesma época. Jogadores reais descreveram a curva de aprendizado como "fácil de pegar, difícil de dominar", e elogiaram poder remover os ícones de interface da tela pra jogar só olhando pra água.
O outro lado da jogabilidade é a estrutura de free-to-play: o jogo usa uma moeda chamada Clams, ganha jogando ou comprada com dinheiro real, pra desbloquear pranchas, roupas e viagens pra outros picos. Um usuário real documentou que, mesmo depois de subir de nível, o upgrade de prancha mais barato custava mais moeda do que o jogo dava de recompensa, empurrando pra compra real. Isso pesa contra a experiência de quem só quer jogar sem gastar.
Esse é o ponto mais forte do jogo segundo a maioria das fontes reais que encontramos. O motor de física é o mesmo usado nos outros jogos da True Axis, mas aqui cruzado com dados reais de previsão da Surfline, então as ondas mudam de condição em vez de repetir sempre o mesmo padrão. Jogadores compararam favoravelmente a outros jogos de surf mobile da época, dizendo que nenhuma onda é igual à outra.
Nem todo mundo concorda que isso funciona como conceito. Um surfista de verdade que testou o jogo escreveu que "esse esporte simplesmente não faz sentido como jogo mobile", achando a experiência entediante mesmo depois de testar várias alternativas do gênero. Registramos os dois lados porque é uma divergência real de opinião, não um consenso que estamos escondendo.
Praticamente toda fonte que encontramos elogia o visual de True Surf sem ressalva. Jogadores descreveram a água como "a mais incrível já vista em jogo mobile" e disseram que as ondas parecem melhores que qualquer outro jogo, mobile ou não. O jogo cobre picos reais como Pipeline no Havaí, Cloudbreak em Fiji, Bells Beach na Austrália, Jeffreys Bay na África do Sul, Nazaré em Portugal e o Surf Ranch, a piscina de ondas artificiais na Califórnia.
A opção de remover os ícones de interface da tela, deixando só o oceano visível, foi citada especificamente como um diferencial por jogadores reais. Uma review encontrada resumiu o jogo como visualmente excelente, mas que "lembra o tempo todo que é um app mobile antes de ser um simulador", numa crítica mais à estrutura do jogo como um todo do que ao visual isolado.
Não encontramos créditos musicais confirmados pra True Surf. Uma review real mencionou música "perfeita" no contexto geral da experiência, mas sem citar nenhum nome de artista ou banda, e não achamos nenhuma fonte oficial com lista de faixas ou compositor.
Preferimos deixar essa categoria sem nota numérica a inventar uma trilha sonora que não conseguimos confirmar.
Quando funciona, funciona bem: jogadores reais descreveram sessões onde "toda onda parece diferente" e disseram estar "deletando os outros jogos de surf do celular" depois de experimentar este. A liberdade de se posicionar em qualquer parte da onda, em vez de seguir um trajeto fixo, é citada repetidamente como o que separa True Surf dos concorrentes mobile.
Mas a mesma estrutura de free-to-play que financia o jogo também é o que mais reclamação recebe. Um jogador real calculou que trocar de pico livremente custaria uma assinatura de 2,99 dólares por mês, além do preço de pranchas e roupas em moeda paga. É divertido jogar, mas a pressão constante de compra é uma fricção real que os outros jogos do catálogo, pagos uma vez só, não têm.
True Surf é o único jogo do catálogo que integra dados reais de previsão de onda (via Surfline) direto no motor de física, em vez de simular condições fixas ou aleatórias. É também o único demonstrado ao vivo pra atletas reais do circuito mundial antes mesmo do público em geral jogar.
Sete anos depois do lançamento original, o jogo continua sendo a resposta real de quem procura "jogo de surf pra celular" hoje, o que é raro pra um jogo mobile grátis desse tempo de vida. É esse tipo de longevidade, mais do que qualquer prêmio ou nota de crítica, que sustenta o lugar dele na história recente dos jogos de surf.
True Surf é o jogo oficial de surf da WSL, feito pela True Axis em parceria com a Surfline, grátis pra iOS e Android desde 2018. A recepção é dividida: elogiado como o visual mais realista já visto num jogo de surf mobile, mas criticado pela monetização agressiva dentro do app.
A True Axis (True Skate, Jet Car Stunts) se juntou à WSL e à Surfline pra criar o jogo. Foi demonstrado ao vivo pra atletas reais do circuito mundial, como Jordy Smith e Kolohe Andino, na Quiksilver e Roxy Pro France de 2018.
Controle por toque, com liberdade pra escolher onde surfar na onda. A moeda do jogo (Clams) é usada pra desbloquear prancha, roupa e picos novos, e jogadores reais reclamam do custo alto pra evoluir sem pagar.
Física real cruzada com dados de previsão da Surfline, elogiada por não repetir sempre a mesma onda. Nem todo mundo concorda que surf faz sentido como jogo mobile, e registramos essa opinião real também.
Água e ondas elogiadas como as melhores já vistas num jogo mobile, cobrindo picos reais como Pipeline e Bells Beach. Dá pra remover os ícones da tela e jogar só olhando pro oceano.
Não encontramos créditos musicais confirmados pra esse jogo. Preferimos deixar sem nota a inventar uma trilha sonora.
Divertido quando funciona, com cada onda diferente da outra. Mas a pressão de compra dentro do app (até assinatura pra trocar de pico) é uma fricção real que os outros jogos do catálogo não têm.
Único jogo do catálogo com dados reais de previsão de onda no motor de física. Sete anos depois, continua sendo a resposta real de quem procura jogo de surf pra celular.