Lançado em março de 1992, T&C Surf Designs II: Thrilla's Surfari muda completamente a fórmula do primeiro jogo. Em vez de um simulador esportivo com baterias e pontuação, o jogo vira um platformer de ação: Thrilla Gorilla, o mascote gorila da T&C, embarca numa missão pra resgatar a namorada, Barbi Bikini, sequestrada por um feiticeiro africano chamado Wazula.
É uma escolha ousada da Sculptured Software, desenvolvedora que assumiu a sequência no lugar da Atlus, e da mesma publisher LJN. O resultado divide o jogo em cenários africanos bem variados, e troca surf e skate puros por uma aventura de plataforma repleta de perigos e power-ups.
Desenvolvido pela Sculptured Software e publicado pela LJN em março de 1992, o jogo chega quatro anos depois do Wood & Water Rage original, mas com equipe e compositor diferentes: a trilha sonora agora é assinada por Paul Webb, não mais Tsukasa Masuko. É uma sequência que aposta em reinvenção em vez de repetir a fórmula.
A recepção da época foi favorável: a revista GamePro deu nota 4 de 5 ao jogo, um resultado sólido pra um lançamento licenciado da LJN. Hoje o jogo tem um público cult reduzido, discussões recentes em fóruns de retrogaming pedem "mais amor" pro título, sinal de que ele segue subestimado.
O objetivo é guiar Thrilla Gorilla por pistas cheias de obstáculos, buracos e inimigos, coletando cocos, bananas e outros power-ups pelo caminho. Um power-up de parada de mão dá invencibilidade temporária, exceto contra quedas, um detalhe que recompensa quem explora o cenário com mais cuidado.
O jogo tem sete fases, cada uma dividida em quatro ou cinco sub-fases, segundo uma review especializada em jogos clássicos de NES, o que torna a experiência bem mais longa que a do primeiro jogo. A variedade de transporte muda por ambiente: skate em selvas e desertos, prancha de surf em rios e cachoeiras, e até um tubarão pra atravessar cavernas submersas.
Se o primeiro jogo já não tinha pretensão de simular surf ou skate com fidelidade, Thrilla's Surfari abandona qualquer ideia de realismo de vez. É uma aventura de ação com elefantes, girafas, aranhas, plantas carnívoras, cobras e enguias elétricas como inimigos, num cenário africano de fantasia, bem longe de qualquer praia ou pista real.
Isso é coerente com a proposta: o jogo não quer mais ser um simulador esportivo, quer ser um platformer divertido que usa o surf e o skate como mecânicas de movimento dentro de uma aventura maior.
Os cenários variam bastante dentro da estética 8-bit do NES: selva, deserto, rio, cachoeira e caverna submersa, cada um com sua própria paleta e obstáculos. É um visual mais ambicioso que o do primeiro jogo, com mais variedade de cenário pra sustentar sete fases inteiras.
Não encontramos uma análise especializada detalhando a qualidade técnica dos gráficos especificamente, mas a diversidade de ambientes por si só já é um upgrade real em relação ao Wood & Water Rage, que se limitava a pista de skate e parede de onda.
A trilha sonora foi composta por Paul Webb, diferente do compositor do primeiro jogo. Não encontramos avaliações específicas sobre a qualidade musical desta sequência, ao contrário do original, que tem elogios recorrentes de quem jogou.
É um ponto em aberto: sem fonte confiável sobre a recepção da trilha, preferimos não afirmar nada além do que está confirmado.
A crítica da época recebeu bem o jogo, com a GamePro dando nota 4 de 5, mas a percepção mudou com o tempo. Uma análise recente de games clássicos apontou que a duração do jogo, sete fases com quatro ou cinco sub-fases cada, acaba jogando contra ele, tornando a experiência mais cansativa do que deveria pros padrões de hoje.
Ainda assim, há um carinho real por parte de quem redescobre o jogo: threads recentes em fóruns de retrogaming defendem que Thrilla's Surfari merece mais reconhecimento do que recebe, e a variedade de cenários, incluindo andar de tubarão, ajuda a manter o interesse ao longo de uma campanha longa.
Trocar completamente o gênero entre um jogo e sua sequência direta, de simulador esportivo pra platformer de ação, é uma escolha rara e arriscada, mas Thrilla's Surfari assume esse risco de cabeça erguida. Poucas franquias dos anos 90 tentariam uma reinvenção tão completa mantendo o mesmo mascote como fio condutor.
A variedade de transporte por cenário, skate, prancha, e até tubarão, também é uma ideia criativa pra manter sete fases longas interessantes, mesmo que o resultado final divida opinião entre "ousado" e "longo demais".
T&C Surf Designs II: Thrilla's Surfari (NES, 1992) troca o formato esportivo por um platformer de ação: Thrilla Gorilla salva a namorada Barbi Bikini de um feiticeiro africano, alternando skate, surf e até tubarão.
Desenvolvido pela Sculptured Software, publicado pela LJN em março de 1992. Trilha de Paul Webb. GamePro deu nota 4 de 5 na época. Hoje tem público cult que pede mais reconhecimento pro jogo.
7 fases com 4-5 sub-fases cada, bem mais longo que o primeiro jogo. Transporte varia por ambiente: skate em selva/deserto, prancha em rios/cachoeiras, e tubarão em cavernas submersas.
Abandona qualquer realismo esportivo: aventura de ação com elefantes, girafas, aranhas e enguias elétricas como inimigos, num cenário africano de fantasia.
Cenários variados (selva, deserto, rio, cachoeira, caverna), mais ambicioso que o primeiro jogo. Sem fonte específica sobre qualidade técnica dos gráficos.
Composta por Paul Webb, diferente do primeiro jogo. Não encontramos avaliações específicas sobre a trilha desta sequência.
Bem recebido na época (GamePro 4/5), mas a duração longa pesa nos padrões de hoje. Ainda tem público cult que defende que merece mais reconhecimento.
Trocar de simulador esportivo pra platformer de ação numa sequência direta é raro e arriscado. A variedade de transporte por cenário é criativa.